sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O que não deve ser feito por quem conduz entrevista de seleção
Estou um tanto ausente, contudo, não abandoei o Blog. Meu notebook com defeito tem sido mais difcil postar aqui. Estou voltando aos poucos, sempre que der, estarei trazendo artigos legai!
Abraço à todos,
Julliana Maiolino.
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Ao contrário do que muitas pessoas possam imaginar, o primeiro contato de um profissional com a empresa ocorre quando ele participa de um processo seletivo e não quando ele comparece ao primeiro dia de trabalho. Por esse motivo, a entrevista de seleção pode conduzir o início da relação entre colaborador e organização contratante. Isso leva o selecionador a ter um papel fundamental na escolha do profissional que ingressará na empresa e irá ou não atender às necessidades da companhia. Infelizmente, ainda ouvimos um número significativo de candidatos que não veem com bons olhos processos que vivenciaram. Confira abaixo alguns fatores que prejudicam as seleções.
1 - "Lamento, mas tivemos um problema e a seleção não ocorrerá hoje". Inúmeros profissionais já ouviram e ainda ouvirão essa frase ao comparecerem a uma seleção. Caso surja algum imprevisto e a etapa do processo seja adiada, mantenha contato prévio com o candidato e agende um novo encontro.
2 - Imagine a cena de um selecionador apresentando-se ao candidato com ar de superioridade, de detentor do poder da decisão que irá ou não efetivar a contratação e, para completar, se concebe como sendo o "dono da verdade". Esse tipo de comportamento deixa qualquer profissional assustado e desmotivado, mesmo que ele faça tudo para ser contratado já que precisa de uma oportunidade em um mercado tão competitivo. Um selecionador deve mostrar-se receptivo ao candidato ou nunca realizará uma boa entrevista.
3 - Perguntas ou colocações que não sejam objetivas como, por exemplo: "Fale sobre sua vida" ou "Como foi seu relacionamento na adolescência com a família?", podem significar perda de tempo para o processo e até mesmo despreparo do selecionador.
4 - Quando um selecionador chega agitado e pergunta ao candidato que irá entrevistar: Seu nome é mesmo? Essa cena é constrangedora. Preparar um roteiro com antecedência, com as informações do profissional, facilita a condução da entrevista e evita que perguntas relevantes caiam no esquecimento. Há questionamentos que facilitam a identificação de competências, principalmente as comportamentais que hoje são consideradas indispensáveis pelas organizações.
5 - Um local sem estrutura prejudica indiscutivelmente um processo seletivo. Uma sala, por exemplo, onde o fluxo de pessoas é significativo atrapalha tanto o raciocínio do entrevistador quanto do candidato.
6 - A aplicação de dinâmicas inadequadas tem sido constante assunto de conversas entre os profissionais que atuam na área de Gestão de Pessoas, pois algumas chegam a constranger os candidatos. É preciso escolher com cuidado as atividades que serão aplicadas em grupo ou o resultado poderá ser negativo e comprometer a seriedade da seleção.
7 - Existem situações que a empresa precisa que uma vaga seja preenchida rapidamente. Com isso, há selecionadores que se preocupam apenas com as competências técnicas e não consideram o lado comportamental dos candidatos. Vale lembrar que para determinados cargos é fundamental que o profissional possua determinadas competências comportamentais ou esteja disposto a desenvolvê-las.
8 - Quando uma pessoa é selecionada e contratada, a tendência é que o profissional fique motivado pela nova oportunidade que conquistou. No entanto, é bom ressaltar que outros candidatos que participaram do processo ficam ansiosos por um retorno, que muitas vezes não acontece. Dar um feedback para esses profissionais, mesmo que não seja positivo, é sinônimo de respeito com o trabalhador, que chega a passar por etapas demoradas e desgastantes.
9 - Ao efetivar uma contratação, infelizmente há quem imagine que não existem mais motivos para guardar informações sobre os candidatos não selecionados. Lamentável engano, pois a área responsável pelo processo deve lembrar que outras vagas certamente precisarão ser preenchidas na empresa. Por isso, não custa guardar os currículos dos profissionais que passaram pela seleção e que possuem aptidões para concorrerem a oportunidades futuras. Isso significa economia de tempo, dinheiro e evita o retrabalho.
10 - Achar que sabe o suficiente para conduzir um bom trabalho e que não precisa atualizar-se com as inovações do mercado é pedir para ser enforcado. Isso também vale para quem atua em qualquer processo da área de Recursos Humanos, inclusive o de recrutamento e seleção.
Espero que tenham gostado e o artigo possa ajudá-los!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Como tornar seu RH estratégico de fato
Agora mesmo em que estamos vivendo uma crise mundial com fortes reflexões na contenção de despesas das empresas - leia-se demissão, inclusive - como fazer RH ter voz, tornar-se diferencial? Esta é uma pergunta presente em 99% das turmas de treinamento que ministro. Sejam na formação de Analista de Treinamento, de Analista de RH, de coordenadores de Treinamento, enfim, onde há gente de qualquer subsistema de Recursos Humanos reunida é esta a pergunta.
Segundo depoimento de muitos destes treinandos suas empresas, salvo boas e crescentes exceções, não têm visão de longo prazo, não valorizam e não investem em treinamento, transformam os profissionais em burocratas de relatório. Além disso, não os chamam para participar das decisões, só focam em folha de pagamento, não têm planejamento estratégico estruturado e por aí vai.
Já viu este filme? Pois é. A pergunta que eu sempre faço é "E você, profissional de RH, está preparado para ser estratégico? Sabe o que é ser estratégico?". Geralmente a resposta é uma cara de espanto que varia do ofendido ao cético.
Se hoje seu diretor ou o CEO de sua empresa passasse a convidá-lo para as discussões estratégicas; solicitasse-lhe um plano de treinamento com indicadores de resultados; pedisse que você lhe "provasse" ou demonstrasse como o pessoal agrega valor; e mais, lhe pedisse que fizesse uma apresentação demonstrando o quanto a área de RH de sua organização é estratégica, o que você faria? Pense um pouco.
Logo, a pergunta é: RH não é estratégico porque os gestores não têm visão de RH, ou porque os profissionais de Recursos Humanos não sabem mostrar a que vieram? Sei que posso ser mal interpretada por esta frase.
Quantos de nós dominam bem uma planilha eletrônica, sabem fazer orçamentos, conhecem o negócio da empresa, sabem falar de indicadores com os gestores de cada área, conhecem as metas de curto e longo prazo da organização e sabe ler os relatórios financeiros produzidos pela diretoria? Se sua resposta foi sim para estas questões, então meu caro, você está pronto para ser estratégico.
Ser estratégico é demonstrar à sua empresa o quanto investir em gente dá retorno. É uma conta básica que qualquer supervisor de produção sabe fazer: tenho 10 funcionários e produzo 100 peças, se elevar a conta para 110 peças por funcionário mantendo os mesmos custos fixos estarei alavancando resultados. Simples, não?! Tudo bem, gente não é tão simples assim. Mas, o caminho é por aí.
Pegue-se um problema de queda de vendas, perda de clientes, queixa de clientes, saída de funcionários, como são objetivos, é mais fácil demonstrar a correlação entre ações desenvolvidas e resultados obtidos. Mas, mesmo assim, patinamos.
Veja só um exemplo recente trazido por uma treinanda: sua empresa tinha queda de vendas e aí decidiu-se treinar os vendedores e esperava-se que após o treinamento as vendas aumentassem, certo? Perdeu-se "x" reais nos últimos três meses; investiu-se "y" reais em um curso para tantas pessoas por tantas horas e ao final dos mesmos três meses em se recuperando as vendas e alavancando-as, teve-se um bom ROI.
Mas, aí é que está o problema, que chamo de "inocência de RH". Não se pode atribuir toda a solução a treinamento, porque se o número não voltar a crescer, deduz-se que o treinamento falhou. E providencia-se a demissão do treinador ou o fim dos treinamentos (estou exagerando, lógico!).
Mas, alguém cogita em acabar com a área de vendas? E de marketing? Por quê? Por que estas áreas conseguem se provar de sua importância e RH não? Para que uma empresa venda ou volte a vender, basta ter uma equipe treinada? Não. Há muitas variáveis envolvidas: Logística entrega corretamente? Marketing divulga adequadamente? Produtos tem bons preços? Como está a concorrência local? Todos estes são fatores que podem interferir na performance de vendas, concorda?
Então, o RH antes de topar esta missão simplista: treino é igual a aumento de vendas, por exemplo, precisa entender do negócio, da atividade-fim da empresa, conhecer suas variáveis. E se não conhece, de quem é a "culpa"? Torna-se então boi de piranhas.
Coloque-se você no lugar de um empresário: um RH chega e te pede "x" reais para treinar "y" pessoas. Você pergunta: "E o que ganhamos com isso?". Daí o camarada te responde apenas com coisas subjetivas, nada de números. Você daria este dinheiro a ele? Agora a culpa disso é sua - que tem visão de curto prazo, não enxerga e não valoriza pessoas - ou é do profissional de Recursos Humanos - que não sabe te explicar direito? Quem é o especialista, o técnico?
Caro RH, se sua empresa se encaixa no exemplo citado acima e você se sente "vítima" de empresários míopes, está na hora de mudar seus conceitos e ver que há enormes oportunidades nesta organização, mas que você vai ter que suar. Se você não faz parte deste grupo e trabalha em uma companhia em que RH é valorizado e senta-se na cadeira das decisões estratégicas, então você é um cara feliz e nem deve ter lido este artigo. Sucesso.
Valorizar a educação de jovens e adultos
Folha de São Paulo –3/03/2009
sábado, 1 de agosto de 2009
CITAÇÃO DA HORA
Darcy Ribeiro, etnólogo, antropólogo, professor, educador, ensaísta e romancista...
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Sóbrio?

segunda-feira, 27 de julho de 2009
Nem Jesus agradou à todos
Os líderes religiosos só criticavam Jesus e João Batista. Joãojejuava e não bebia vinho - e foi rejeitado por isso. Jesus não serestringia como João e foi igualmente condenado. O ponto de Jesus éque há algumas pessoas que você nunca irá satisfazer. Sempre haveráalguma falha na sua espiritualidade. Você nunca será santo ouhumano o suficiente para elas. Se pessoas assim encontraram defeitono próprio Filho de Deus, não fique surpreso se outros semelhantesa elas acham motivo de crítica em você também. Olhe para Jesus,siga firme nos passos dele. É Jesus que determina o rumo para seus seguidores, não homens e suas opiniões, graças a Deus!
Eu posso ver o quanto as pessoas "cobram" de certa forma respeito por si mesmos e nao são capazes de responder com reciprocidade. Essa iniciativa muitas vezes vem de pessoas próximas, fasmiliares queridos que, cobram respeito, recebem respeito e nao sabem respeitar opiniões ou crenças diferente. Entretanto, graças a Deus é Jesus quem cinfirma nossos passos. E, se nem Ele, o Rei dos Reis agradou à todos, quem sou eu pra querer agradar?
Portanto, direcionem seus olhares, suas forças e sua fé para Deus, é Ele quem tem cuidado de vós! Amém.
domingo, 26 de julho de 2009
"Espelhos de Liderança Positiva"
A torrente da positividade organizacional
- Existe um tradicional enviesamento focalizado no que “funciona mal”;
- É necessário complementar essa abordagem com a identificação e o foco nas qualidades, forças e virtudes das pessoas e das organizações;
- Esse redireccionamento pode surtir efeitos positivos sobre os indivíduos, as organizações e a sociedade.
É nesta moldura geral que se enquadra este artigo. O objectivo é mostrar como os líderes podem construir positividade organizacional se identificarem as suas forças (sobretudo as que antes não haviam consciencializado) e construírem sobre elas os alicerces das suas acções de desenvolvimento – próprio, dos outros e da organização. Parafraseando Roberts e seus colaboradores:
“É um paradoxo da psicologia que embora as pessoas se lembrem mais facilmente das críticas, respondem mais facilmente aos louvores. As críticas tornam as pessoas defensivas e, por conseguinte, menos predispostas à mudança. Os louvores produzem autoconfiança e o desejo de melhorar o desempenho. Os gestores que se alicerçam nas suas forças podem alcançar o seu mais elevado potencial.”
Construir o futuro sobre os alicerces das forças
Um exercício desenvolvido na Universidade de Michigan, denominado reflected best-self feedback, é uma preciosa ajuda. O seu objectivo é “capacitar as pessoas para se tornarem arquitectas activas das actividades de trabalho, utilizando e desenvolvendo os seus talentos, e para enriquecerem as suas relações com os outros”. A premissa é que as pessoas são mais eficazes na construção do seu desenvolvimento e no dos outros quando se apoiam nas suas forças – e não no simples combate às fraquezas.
O processo consiste em desenhar o nosso melhor “auto-retrato” através das percepções que temos sobre o modo como outras pessoas (sobretudo as que têm mais significado para nós) nos vêem. O exercício assenta no pressuposto de que, se analisarmos bem o que há de melhor em nós (através da perspectiva de quem nos observa), seremos mais capazes de traduzir essas forças (possibilidades) em realidade. O nosso “melhor self reflectido” é, pois, a representação cognitiva das nossas melhores qualidades. A compreensão desse “melhor que há em nós” pode provocar uma “sacudidela” no modo como nos interpretamos, impelindo-nos a melhorar o nosso self e a explorar caminhos que permitam capitalizar capacidades.
Desenhando o auto-retrato
O processo tem sido levado a cabo por milhares de executivos. Use-o ao longo de quatro fases:
- Solicite a 10 ou 20 pessoas das suas relações (e.g., colegas, superiores, subordinados, amigos, familiares) que identifiquem as suas forças e descrevam exemplos e situações específicas em que essas forças se revelaram. A solicitação pode ser realizada por e-mail. Embora a iniciativa possa gerar-lhe algum desconforto inicial, lembre-se do objectivo: potenciar o que há de melhor em si. Eis alguns exemplos de perguntas a dirigir aos seus interlocutores: (a) “Quando me viu a dar um contributo especial para o sucesso da minha equipa, que forças específicas revelei?”; (b) “Nos meus melhores momentos de liderança, que características demonstrei possuir?”; (c) “Quando fui capaz de mobilizar o entusiasmo dos meus colaboradores, que forças sustentaram essa capacidade?”.
- Analise os dados, procurando encontrar as principais forças descritas pelos seus interlocutores. Crie uma tabela com três colunas. Na primeira coloque a força identificada, na segunda insira exemplos dessa força e na terceira escreva a sua própria interpretação dos relatos.
- Componha o seu auto-retrato. Complete frases como: (a) “Quando estou no meu melhor, sou capaz de…”; (b) “Sempre que uso devidamente as minhas forças, consigo…”; (c) “Obtenho excelentes resultados da minha equipa quando…”; (d) “Usando as minhas maiores forças como líder, poderei…”.
- Redefina os seus objectivos e estratégias de trabalho à luz das forças identificadas. Reflicta sobre o modo como pode alterar o exercício das suas funções. Pense nos modos como pode redesenhar o seu papel na organização. Reflicta sobre como pode fomentar o entusiasmo na sua equipa e em todos os que o rodeiam. Atue!
Artigo retirado do site: http://www.rhmagazine.publ.pt
sábado, 25 de julho de 2009
Vídeo "Fofoca no ambiente de trabalho"
Vídeo super interessante com Alexandre Freire, "Fofoca no Trabalho", praticamente o conhecido "telefone sem fio", ou as vezes, até pior que isso. Quem nunca enfrentou situação semelhante?
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Dr. Drauzio Varella - "Privação do sono"

terça-feira, 21 de julho de 2009
Os sonhos transformam-se em realidade?

Na fase adulta, as pessoas possuem desejos, vontades e também abrem espaço na suas vidas para os sonhos que as impulsionam a conquistas, seja na vida pessoal ou profissional. Mas, como transformar sonhos em realidade? Quando esse questionamento surge, há quem fique à deriva, sem saber que rumo tomar. Isso não é privilégio apenas de alguns, mas de milhares de indivíduos que buscam constantemente suprir a necessidade de alcançar seus respectivos objetivos.
Em seu livro Você é do tamanho dos seus sonhos, lançado pela Ediouro Publicações, o consultor César Souza convida o leitor a resgatar a capacidade de sonhar e empreender mudanças objetivas para realizar projetos. A primeira versão do título publicada em 2003 tornou-se um best-seller, com mais 150 mil exemplares vendidos. Agora, a obra ganha nova edição, ampliada com capítulos inéditos, onde o autor mostra um passo a passo para tirar os sonhos da cabeça, colocá-los no papel e torná-los realidade.
"O primeiro espaço é acreditar em si mesmo, lutar para transformar os sonhos em realidade, tirá-los da cabeça e colocá-los no papel, sempre com um planejamento", afirma César Souza, ao mencionar como as pessoas podem agir para tornar os sonhos, os desejos em realidade. Na entrevista concedida ao RH.com.br, o consultor menciona fatores que podem ajudar ou interferir na concretização de projetos sejam esses simples ou não. E você, tem algum sonho para realizar? Boa leitura!
sexta-feira, 17 de julho de 2009
“Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra.”
Pai, eu não quero desafiar ou provocar ninguém. Tenho tanto medoda violência como da minha reação a ela. Quero e preciso gravaresta palavra de Jesus em meu coração e lembrar na hora que ahostilidade vier como o Senhor quer que eu reaja. Ajuda-me, porfavor. Em nome de Jesus eu oro. Amém.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
A Depressão nas Organizações

Maria Carlota Boabaid - RH
abril/2009
"Na última década do Século XX, percebeu-se uma dedicação profunda às pesquisas do cérebro, à inteligência, às emoções, às mazelas e às incertezas dos buracos negros desconhecidos pela ciência e que tanto assombram os indivíduos. Processo esse que não é de forma alguma privilégio de um ou de outrem, mas sim, são lapsos, gaps, lacunas de origem química ou não, cujas consequências se apresentam nessa forma de patologia: a depressão. Qualquer um de nós, sem piedade de credo ou cor, hierarquia social ou riqueza material não estamos imunes a ela.
Dificuldades, falhas, pontos fracos e possibilidades de melhorias fazem parte da existência humana. Como a alegria e a felicidade também. Temperamentos à parte e considerados os diferentes perfis de personalidade, ninguém está livre de vivenciar este ou qualquer outro episódio, seja negativo ou quisera positivo, que nos impinja a tal patologia ou outra de ordem emocional.
Que a depressão ou distimia - como alguns profissionais costumam diagnosticar em casos mais leves - é impeditiva, limitadora, arrebatadora, coloca a pessoa na escuridão, na solidão e a emudece, não há dúvida alguma. Mas em nenhum momento, imagina-se isolar a pessoa afetada e ejetá-la do grupo, da sociedade ou ignorá-la. Tratá-la como uma coitada, tendo piedade, nem pensar. Muito menos considerar que são seres humanos inferiores e intelectualmente menos providos do que os alegres e felizes militantes ativos da vida.
Nos últimos tempos percebe-se uma popularização da palavra depressão, engatado no vácuo do famoso e difamado estresse, aquele mal-estar de executivos; sim, porque executivo não tem depressão, fica estressado. Estão em todos os lugares, estampados em artigos rotineiros de revistas, jornais e em debates de televisão. Pulverizando e confundindo a depressão com a ausência de religiosidade, falta de caráter, falta do que fazer, baixo astral, fricote, ataque de histerismo. Alguns chegam atribuir à frescura de mulher.
Há uma linha tênue entre as informações fidedignas, de base científica, literatura fundamentada sobre o comportamento humano e sua psiquê, visão holística, modelos de gestão organizacional, e o equívoco do charlatanismo de alguns tidos consultores a até religiosos, que confundem problemas emocionais, doença mental, com ausência de força de vontade ou indisciplina. Há aqueles impactantes que costumam chamar de "fracassados", "loosers" e fazem sucesso vendendo best bellers motivacionais.
Espera-se que fruto deste processo polêmico, ainda bastante nebuloso e doloroso para os acometidos pelas doenças da mente, surjam a comunhão entre o avanço da ciência através de pesquisas na área cerebral, ao poder da comunicação e tecnologia disponíveis do mundo moderno. Que se alcancem os conhecimentos desejáveis tanto para o mundo organizacional quanto para o pessoal e que haja a liberdade de expressão entre líderes e liderados, para que as informações se transformem em conhecimento e que esses possam ser disseminados e aplicados a todos infinitamente.
As pessoas, de maneira geral, são muito cheias de pruridos para tratar deste tipo de assunto. Nossa sociedade e cultura não nos permitem discorrer sobre o tema. A hipocrisia de nossas atitudes fala mais alto e nossas vaidades nos emburrecem. É mais cômodo aceitar que estamos bem. Refletir sobre nós mesmos exige muito de nossas amarras internas e irá nos fazer sofrer. Caso seja uma atitude isolada, vamos parecer uma minoria enlouquecida e revoltada; seremos execrados.
Muitos profissionais, salvo raras exceções, passam suas vidas se sentindo psicologicamente aterrorizados em seus ambientes de trabalho, subservientes às hierarquias, portando-se como seres monitorados e manipulados. Óbvio que são pessoas que já carregam esse perfil comportamental de suas origens. Comportam-se da mesma forma em relação aos seus pares, família e amigos. Quando solicitados a opinar, eleger, decidir diante de um desafio, recuam, acuados diante o inusitado, pois não exercitam o hábito de verbalizar seus sentimentos.
Para a empresa, é mais barato e cômodo mantê-los assim, não incomodam, mas, também, em momento algum agregam benefícios à organização. Geralmente são considerados bons funcionários, pois cumprem horários e normas. São aqueles famosos disciplinados. Não raro expressam emoções, quiçá pensam, já que correm o risco de externar conhecimento.
Sabedor que não sabe tudo, seduzido pelo descortinar do conhecimento, o novo modelo de profissional agrega pessoas com perfis ansiosos, pois têm a noção exata da necessidade de entender e conhecer o que se passa ao redor. Não se satisfaz com o pouco que lhes cerca, muito menos com o que simplesmente lhes é despejado.
Acima dos interesses capitalistas em que vivemos, que nos são básicos à subsistência e que até apreciamos muito, pois fomos criados almejando o conforto, dinheiro, conhecimento. Somos vaidosos e ambiciosos; faz-se imperativo prevalecer a serenidade da alma e do espírito, a fidelidade de sentimentos.
A partir do momento que a vaidade egoísta pessoal se sobrepõe à essência das relações interpessoais, é sinal de que o processo é uma fraude. O profissional dos novos tempos não se intimida em externar sua criatividade. Chavões do tipo "manda quem pode, obedece quem tem juízo", ser dissimulado, engolir sapo, manter o emprego, são insubordinações já não mais admissíveis e inaceitáveis nos mercados de trabalho competitivos globais.
Assim são os sobreviventes das emoções depressivas, obviamente quando não sucumbem ao desafio do enfrentamento da doença, além de continuarem vivos, amadurecem, pois tiveram a humildade de admitir sua limitação patológica e impotência diante da questão. Buscam auxílio externo profissional. Permitem-se a readaptações e às inovações que a vida lhes impõe. O mesmo processo deveria servir de exemplo aos dirigentes empresariais, aprendendo saber recuar em tempo hábil.
Pobres e tristes são aqueles que se negam admitir quaisquer possibilidades de falha em suas atitudes, não corrigem rotas de comportamentos e se recusam aprender a pedir perdão. São seres estáticos, imutáveis, emperrados em suas heranças de uma sociedade machista e tendenciosamente acobertadora dos deslizes imperativos, amparados em seus paletós e cargos superiores. Mas, e quando os cargos forem embora? O sentimento que fica é que nem os amigos sobrarão, porque nunca os tiveram."
quarta-feira, 15 de julho de 2009
A Vontade de Deus e as Contradições da Vida
As promessas do Senhor são confiáveis e infalíveis. Entretanto, muitas pessoas que enfrentam situações difíceis enquanto esperam que aquilo que Deus prometeu cumpra-se em sua vida, costumam perguntar: “Por que as promessas do Senhor não se realizam da maneira como desejamos, e no tempo que achamos ideal, propício?”. Elas não entendem porque às vezes as circunstâncias caminham na contramão das vitórias que Deus prometeu.
Quando você estiver passando por adversidades, lembre-se de que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados pelo seu decreto” (Romanos 8.28).
Mesmo que a vida delineie diante de você um panorama de adversidades, de contradições, de situações conflitantes e difíceis, mantenha-se firme na fé, jamais duvide das promessas e da fidelidade do Senhor.
Continue confiante no plano de Deus para sua vida, mesmo sentindo que uma forte ventania e uma grande tempestade o têm envolvido. De acordo com as promessas de Deus, era para estar soprando uma brisa suave. Mas não se deixe abalar. Se o vento é fortíssimo e atrapalha a sua caminhada, não se esqueça de que você tem promessas de Deus, e que Suas promessas não falham. Tudo o que está acontecendo agora é circunstancial, é momentâneo. As dificuldades cessarão.
Mesmo que você esteja debaixo da correção de Deus, não deve esquecer que o Senhor é bom, e que as suas misericórdias duram para sempre. O salmista Davi nos chamou a atenção para isto:
“Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30.5-6, ARA).
As promessas do Senhor são infalíveis. Espere com fé, pois Ele não se esqueceu de você. Em Isaías 55.8, o Senhor diz:
“Porque os meus pensamentos são mais altos do que os vossos pensamentos”. (Isaías 55.8)
As circunstâncias adversas que surgem antes que as promessas de Deus se cumpram têm que ser consideradas segundo a ótica de Deus, e não segundo a visão limitada do ser humano. Não sabemos nem temos a capacidade de pensar como Deus. Somente após uma entrega total de nossa vida a Jesus é que poderemos “ter a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16). Só então entenderemos porque a vontade de Deus prevalece acima das contradições da vida.
Página: http://www.ministeriosilasmalafaia.com.br/
NÃO TEMAS, DESCANSE.
terça-feira, 14 de julho de 2009
CITAÇÃO DA HORA
Aristóteles, filósofo grego.
A Arte de Não adoecer - Dr. Drauzio Varella
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar ser perfeito, bonzinho, etc., está acumulando toneladas de peso...uma estátua de bronze, mas com os pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital a dor.
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Quem não confia não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus..
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". A alegria é saúde e terapia!
Dr. Dráuzio Varella
Página: www.drauziovarella.com.br
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Citação da Hora
Por: Alexander Lowen, paciente e estudante de Wilhelm Reich.
Família tem de ser Careta

VEJA, Edição 1995
“Quem não estiver disposto a dizer ‘não’ na hora certa e se fizer de vítima dos filhos, que por favor não finja que é mãe ou pai”
Esperando uma reação de espanto ou contrariedade ao título acima, tento explicar: acho, sim, que família deve ser careta, e que isso há de ser um bem incomparável neste mundo tantas vezes fascinante e tantas vezes cruel. Dizendo isso não falo em rigidez, que os deuses nos livrem dela. Nem em pais sacrificiais, que nos encherão de culpa e impedirão que a gente cresça e floresça. Não penso em frieza e omissão, que nos farão órfãos desde sempre, nem em controle doentio – que o destino não nos reserve esse mal dos males. Nem de longe aceito moralismo e preconceito, mesmo (ou sobretudo) disfarçado de religião, qualquer que seja ela, pois isso seria a diversão maior do demônio.
Falo em carinho, não castração. Penso em cuidados, não suspeita. Imagino presença e escuta, camaradagem e delicadeza, sobretudo senso de proteção. Não revirar gavetas, esvaziar bolsos, ler e-mails, escutar no telefone, indignidades legítimas em casos extremos, de drogas ou outras desgraças, mas que em situação normal combinam com velhos internatos, não com família amorosa. Falo em respeito com a criança ou o adolescente, porque são pessoas, em entendimento entre pai e mãe – também depois de uma separação, pois naturalmente pessoas dignas preservam a elegância e não querem se vingar ou continuar controlando o outro através dos filhos.
Interesse não é fiscalizar ou intrometer-se, bater ou insultar, mas acompanhar, observar, dialogar, saber. Vejo crianças de 10, 11 anos freqüentando festas noturnas com a aquiescência de pais irresponsáveis, ou porque os pais nem ao menos sabem onde elas andam. Vejo adolescentes e pré-adolescentes embriagados fazendo rachas alta noite ou cambaleando pela calçada ao amanhecer, jogando garrafas em carros que passam, insultando transeuntes – onde estão os pais?
Como não saber que sites da internet as crianças e os jovenzinhos freqüentam, com quem saem, onde passam o fim de semana e com quem? Como não saber o que se passa com eles? Sei de meninas, quase crianças, parindo sozinhas no banheiro, e ninguém em casa sabia que estavam grávidas, nem mãe nem pai. Elas simplesmente não existiam, a não ser como eventual motivo de irritação.
Não entendo a maior parte das coisas solitárias e tristes que vicejam onde deveria haver acolhimento, alguma segurança e paz, na família. Talvez tenhamos perdido o bom senso. Não escutamos a voz arcaica que nos faria atender as crias indefesas – e não me digam que crianças de 11 anos ou adolescentes de 15 (a não ser os monstros morais de que falei na crônica anterior) dispensam pai e mãe. Também não me digam que não têm tempo para a família porque trabalham demais para sustentá-la. Andamos aflitos e confusos por teorias insensatas, trabalhando além do necessário, mas dizendo que é para dar melhor nível de vida aos meninos. Com essa desculpa não os preparamos para este mundo difícil. Se acham que filho é tormento e chateação, mais uma carga do que uma felicidade, não deviam ter tido família. Pois quem tem filho é, sim, gravemente responsável. Paternidade é função para a qual não há férias, 13º, aposentadoria. Não é cargo para um fiscal tirano nem para um amiguinho a mais: é para ser pai, é para ser mãe.
É preciso ser amorosamente atento, amorosamente envolvido, amorosamente interessado. Difícil, muito difícil, pois os tempos trabalham contra isso. Mas quem não estiver disposto, quem não conseguir dizer “não” na hora certa e procurar se informar para saber quando é a hora certa, quem se fizer de vítima dos filhos, quem se sentir sacrificado, aturdido, incomodado, que por favor não finja que é mãe ou pai. Descarte esse papel de uma vez, encare a educação como função da escola, diga que hoje é todo mundo desse jeito, que não existe mais amor nem autoridade… e deixe os filhos entregues à própria sorte.
Pois, se você se sentir assim, já não terá mais família nem filhos nem aconchego num lugar para onde você e eles gostem de voltar, onde gostem de estar. Você vive uma ilusão de família. Fundou um círculo infernal onde se alimentam rancores e reina o desamparo, onde todos se evitam, não se compreendem, muito menos se respeitam.
Por tudo isso e muito mais, à família moderninha, com filhos nas mãos de uma gatinha vagamente idiotizada e um gatão irresponsável, eu prefiro a família dita careta: em que existe alguma ordem, responsabilidade, autoridade, mas também carinho e compreensão, bom humor, sentimento de pertença, nunca sujeição.
É bom começar a tentar, ou parar de brincar de casinha: a vida é dura e os meninos não pediram para nascer.
Lya Luft é escritora
página:http://veja.abril.com.br/140207/ponto_de_vista.shtml